Bom? talvez...

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(Source: willy-wonka-ironico)

Apr 9
Qualquer coisa se não dê certo nada amanhã, quando a professora perguntar o que eu vejo nessa imagem eu: “Tô vendo a cabeça de um urso, e se prestar atenção tem dois coelhos ainda” 
Possível resposta dela: “Aqui não é lugar para palhaço, saia daqui agora!”

Qualquer coisa se não dê certo nada amanhã, quando a professora perguntar o que eu vejo nessa imagem eu: “Tô vendo a cabeça de um urso, e se prestar atenção tem dois coelhos ainda” 

Possível resposta dela: “Aqui não é lugar para palhaço, saia daqui agora!”

Apr 5
Como não ficar ansioso?

Como não ficar ansioso?

 Space Invader na Vida Real

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Mar 5
Quem desenhou foi: Raissa Menezes

 

 

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Mar 5

Quem salva o herói? #4


“Mais uma semana sendo um cara normal” Eduardo não parecia ter se acostumado com essa ideia, embora existisse o fato de que ninguém sabia da sua repentina perda de “super-humanidade” não poderia se animar, não demoraria a ser descoberto. A única coisa pela qual poderia torcer era que Paripiranga continuasse calma e que os policiais pudessem cuidar dos seus velhos casos.  Precisava concentrar-se, esquecer-se disso, era uma fatalidade, todavia ele tinha que se distrair e realmente estudar, apesar de só restarem cinco minutos de aula e mais três alunos na sala.

***

“Não é possível que hoje eu não ache aquele otário” Era um comentário óbvio para um sujeito que todos os dias ficava esperando que um herói… ex-herói na verdade— essa ideia o divertia— chegasse atrasado na aula e que assim o pudesse  interceptar. Resistente e com o discurso pronto na sua cabeça decidiu que hoje iria encontra-lo no animado horário da dispensa, em que jovens pareciam estar libertos de um cativeiro que durou décadas. “Hoje vai dá certo”.

Quando notou que algumas pessoas já estavam indo embora, levantou-se da mesa no centro de convivência e começou a andar pelo colégio devagar. “Hoje é o dia”. Mal se passaram dois minutos para que refletisse o contrário, hoje não era o seu dia… Depois de ir mais uma vez para o centro de convivência refletiu que seria uma sorte inigualável conseguir encontrar-se com o herói da forma que pensara: “Não posso pará-lo na rua e enquanto leio os seus pensamentos argumentar que de alguma forma fui eu que acabei com a sua super-humanidade, e que quero encontra-lo para negociar. E que no fundo o objetivo disso nada mais é do que fazer com que essa tragédia também acontecesse comigo. Por que minha vida não é um desenho animado? Seria muito mais fácil”

Quando avistou o he… ex-herói com seus dois amigos, ficou sem reação, dessa vez podia da certo, só precisava segui-los, e quando Eduardo se separasse era só intercepta-lo. O problema era fazer isto discretamente.

Sempre a uns sete metros atrás e clicando no celular para não gerar suspeitas, e mais uma vez começava a relembrar o seu discurso. Já perdera a paciência, não precisava mais treinar, tinha que reclamar e digitar mais palavrões no celular. “Cadê, porcaria não vão começar a andar sozinho não?”

Depois de três cansativos quarteirões Eduardo se desviara dos amigos. Essa era a chance, apressou o passo! Estava quase correndo.

—Eduardo—fraquejou ao gritar.

Com uma expressão curiosa o herói esperou o desconhecido

— Diga—estava confuso

—Bem, deve ser engraçado ser um herói não é—tossiu, não sentia sentir firmeza na sua voz. “Droga, não era para começar o discurso já por essa parte”—Ajudar o povo, ter superpoderes, se exibir para todos, só que o mais engraçado mesmo era se você perdesse os poderes, seria só mais um—sorriu

—Como assim?—“Aonde é que esse doido quer chegar? Quem é?  Ousadia dos infernos. Como assim perder os poderes, será que ele sabe? Não tinha como perceber, eu nem agi depois daquele dia, deve ser apenas um gozadorzinho”

—Pode parecer, mas eu não sou um gozadorzinho, você sabe do que eu estou falando. Você realmente perdeu os poderes, —desta fez sentiu firmeza na sua voz, se sentira um rei— ex-herói. Parece até surpreso…

—Escute aqui, você já está passando dos limites, você deve saber que eu posso arremessa-lo daqui não é? Se estiver querendo ser engraçado saiba que perdeu…—“No que ele quer chegar?”

—Para de fazer de conta que você não sabe. Você está sem poderes, e também, por favor, fale mais baixo—Não sabia quando se tornou tão corajoso.

Não tem condições dele saber eu não o vi no dia e também ninguém percebeu, ele só que me irritar é isso”

—Sabe como eu sei disso? Fui eu que fiz isso… —“Estou parecendo até um psicopata, por que eu não poderia inventar um discurso de gente?”

—Otário!—Eduardo socou o desconhecido

—Merda—passou a mão sobre o rosto, foi um golpe em cheio.

—Não tem como ser você e saiba que se eu quisesse eu poderia mata-lo com esse soco mas preferi que não, como foi você? Só falta dizer que você é um maníaco que quer dominar o mundo. Cresça! Pra começar eu nunca nem te vi, só se você fez isso então com o poder da mente.

“É isso” —sorrindo começou a falar:—Foi com a mente mesmo—a expressão do novo simples humano era fenomenal—você não é o único, eu também tenho… poderes se é assim que você queria chamar.

—Olha aqui, você tá vendo algum palhaço aqui?— Aproximou-se para amedrontar o gozador “poderes se é assim que você queira chamar, ôi que cara besta”

—Acho que eu não estou fazendo a coisa certa, primeiro meu nome é Aurélio, e eu… Para de rir do meu nome eu também sei ler pensamentos sabia?—Foi a primeira vez que abandonou o seu discurso artificial— Isso não prova nada, isso não prova nada, será que você não entendeu que fui eu que acabei com os seus poderes? Eu estava lá te observando na hora que você—Tentou achar algo de proveitoso na mente do seu rival—saiu da casa da senhora que estava se desculpando.

“Ele parece incerto… Não tem condições não! merda não importa… ele tem sim poderes, ele deve ter acabado com os meus poderes mesmo” raciocinava nervosamente o pobre Eduardo

—É isso mesmo. Eu tenho um dom, e fui eu que fiz isso.

“Por que mais essa? De onde apareceu esse demônio?”

—Vamos virar naquela esquina

—Mas não é o meu caminho.

“Você vai virar por aquela esquina” uma ordem mental floresceu na mente do herói que cegamente a obedeceu

—Como você?

—Não importa. Voltando ao assunto—“Preciso procurar detalhes na sua mente” bufou “devia ter feito isso antes, agora ele está confuso fica cada vez mais difícil”— Eu estava te observando e fiz! Já faz um tempo que eu te estudo e que te observo no colégio.

—E qual o sentido disso? Têm como voltar atrás? “Mantenha a calma Eduardo, mantenha a calma”

—Depois você vai entender o motivo, para isso agente vai se encontrar mais uma vez, preparei isso por um propósito maior, que depois será revelado— “Merda, na minha cabeça essa frase não soaria tão imbecil”—sabe naquele hora que você saiu da casa da mulher? “isso clareie sua mente”

—Não quero saber como você fez, só quero saber o porquê disso!

“ele voltou os bandidos já estavam lá, sua força se esvaiu aos poucos, começou a ficar cansado, e depois…”

—Não vai me responder? Já tenho que ir…—Estava explodindo de raiva, não conseguia entender nada

—Tenha paciência! Ei, espere! amanhã pela tarde me procure na biblioteca do colégio.

—Na biblioteca?

—Sim lá mesmo, me encontre lá.

—E por que não hoje? Já que estamos aqui, agora fale.

—Se estiver interessado me procure.

Aurélio deu as costas e caminhou o mais rápido que pode, tinha muita coisa que pensar, afinal deu tudo certo:

“Graças a Deus deu tudo certo… Quem eu estou enganando? A única coisa que eu vou conseguir é rir da cara dele, fazer com que ele se humilhe. Não sei como ele perdeu os poderes, foi repentinamente. E para piorar a situação eu tenho que inventar todo o motivo, detalhes e a peste toda. Por que eu não poderia simplesmente encontra-lo, falar que eu também tenho um dom, e que sem querer soube que ele o perdeu, e queria saber como fazer isso também. Mas não, eu tinha que bancar o psicopata, o gênio do mal, o futuro rei do mundo, que fez isso por um propósito que será futuramente revelado. O diabo só se for. Fiz tudo errado, não vou conseguir nada com isso, ao invés de tentar me controlar, tenho que manipular esses idiotas. Tá bom, tá bom eu fiz isso honestamente ele acreditou em mim sem nenhum artifício, mas e agora? Não sei o que vou fazer, nem sei se amanhã irei espera-lo. Droga Aurélio esse é o mundo real, não devo bancar o vilão. Para começar eu nem sei por que eu o odeio, é… na verdade sei lá, ele é o otário que vive se exibindo e usando os seus poderes. Não muito diferente de mim ele pelo menos é um herói ajuda o povo, já o idiota aqui… só faz aquilo que o favoreça! e esconde isso de todo mundo. E sendo sincero lendo a mente do herói… ele realmente sabe que o que ele e hoje é por causa do seu dom. Eu não tenho é coragem de admitir que estou errado. Eu estou errado! Eu sou errado! Não teve a mínima graça Aurélio, você é um cara chato, eu sou um demente. Só queria saber se as coisas irão acontecer normalmente na minha vida”

***

Só queria saber se minha vida não vai ser normal, se não vão acontecer coisas que fazem sentido” Eduardo estava muito confuso, aquele Aurélio não o respondeu nada, afinal se ele era tão poderoso ao ponto de retirar os seus poderes só por “querer” isso, por que ele necessita de alguém para realizar o tal propósito maior? E qual a serventia de Eduardo se ele está sem nenhum poder? Não seria mais fácil subornar o herói sequestrando algum familiar?

“Minha vida não faz nenhum sentido, não irei me encontrar com ele, se é por um propósito maior que ele nem mesmo consegui responder ele que me procure, estou cansado dessas porcarias.”

Além de ter tido poderes, a vida de Eduardo é digna de um filme exibido em uma tarde descompromissada, ou uma história em quadrinhos qualquer. Onde mais poderia existe um herói que tem um patrocinador? E que deseja que todos o reconheçam, mas tem medo de que sua fama passe dos limites? Que tem medo que “bandidos” de verdade o procurem e o matem? Ele tem superpoderes não precisa temer! Não precisava ligar para os seus conhecidos e ameaça-los caso não apagassem uma notícia, foto ou vídeo dos seus atos. E para piorar, justo quando tomou conhecimento da sua irracionalidade e que começou a divulgar o seu trabalho, deixou que o filmassem, torceu para que o vídeo ultrapassasse as lentas cem visualizações, deu uma entrevista para uma famosa revista é que os seus poderes acabam, ou melhor, são retirados.

“Devia ter aproveitado logo, ter deixado que me vissem que eu ficasse realmente famoso não só em dois estados.” Uma coisa que o herói não refletiu foi que caso isso acontecesse o dano seria maior, seria divulgado para todo o país que o herói nordestino era uma farsa ou quem sabe uma coisa momentânea. Eduardo prometeu a si mesmo que quando chegasse a sua casa iria pesquisar sobre os seus poderes, se existem pessoas como ele e é claro pesquisar sem nenhum medo a repercussão da sua entrevista. E se as velhas notícias em que ele aparecia foram acessadas por outras pessoas se não os parentes do blogueiro. Já estava decidido não teria mais medo de saber o que ele era e não iria se encontrar com um desconhecido que ler mentes. “Acho que aquele psicopata é daqui da cidade. Não importa! só quero que minha vida tenha lógica”

Só não esperava ao abrir a porta que sua mãe com um enorme sorriso o recepcionasse e que soltasse algo impactante:

—Filho, acabaram de me ligar, a rede globo vai vim para Paripiranga e fazer uma reportagem sobre você! Disseram que a equipe iria passar uns dias aqui te observando, mas não entraram em muitos detalhes…

Eduardo estava imóvel, só conseguia pensar em uma simples palavra: “Fudeu!”

 

 

Mar 3
Só para dizer que eu sou sem graça.

Só para dizer que eu sou sem graça.